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Dr. Daniela Tâmega

CIRURGIÃ CABEÇA E PESCOÇO | CRM 198.648 - RQE 124.562

A presença de um nódulo na tireoide é uma situação bastante comum e, na grande maioria dos casos, trata-se de uma condição benigna. No entanto, diferenciar um nódulo benigno de um tumor maligno é essencial para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.

Para isso, o diagnóstico dos nódulos de tireoide segue critérios bem estabelecidos, baseados principalmente na ultrassonografia, no sistema de classificação TIRADS e, quando indicado, na Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF).

Entender como funciona cada etapa desse processo ajuda o paciente a participar ativamente do seu cuidado e reduz inseguranças comuns após o diagnóstico de um nódulo.

A ultrassonografia e o sistema de classificação TIRADS

O ultrassom (USG) é a principal e melhor ferramenta para a avaliação inicial de um nódulo na tireoide. Independentemente da quantidade de nódulos presentes, cada um deve ser analisado de forma individual.

São as características observadas ao ultrassom que determinam o grau de suspeita para malignidade e permitem a classificação do nódulo pelo sistema TIRADS.

Durante o exame, o ultrassom avalia aspectos fundamentais do nódulo, como:

  • Forma

  • Bordas

  • Ecogenicidade (se o nódulo é sólido ou cístico)

  • Presença de microcalcificações, que são um forte indicador de malignidade

O exame de Doppler pode ser utilizado para avaliar a vascularização (fluxo sanguíneo) do nódulo. No entanto, atualmente, o Doppler não faz parte dos critérios de classificação do sistema TIRADS.

TIRADS: o que significa?

O TIRADS é um sistema de classificação exclusivamente ultrassonográfico dos nódulos da tireoide. Ele não se aplica a outros órgãos e tem como objetivo estimar o risco de malignidade.

Essa classificação organiza os nódulos em uma escala de 1 a 5, de acordo com o grau de suspeita para câncer.

Para essa pontuação, são analisados e pontuados os seguintes critérios:

  • Ecogenicidade (coloração observada ao ultrassom)

  • Presença de microcalcificações

  • Bordas regulares ou irregulares

  • Invasão de estruturas adjacentes

  • Tamanho e proporção do nódulo (largura x altura)

É fundamental reforçar que o ultrassom não fecha o diagnóstico de câncer nem de benignidade. Ele apenas classifica o risco e orienta a necessidade de biópsia, de acordo com o tamanho do nódulo e suas características.

Como exemplo:

  • Nódulos TIRADS 4: indicação de punção geralmente a partir de 1,5 cm

  • Nódulos TIRADS 5: indicação de punção geralmente a partir de 1 cm

Características como microcalcificações e o formato em que a altura é maior que a largura são achados que elevam significativamente a suspeita e não devem ser subestimados.

Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF): quando fazer?

A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) é o exame de escolha para a biópsia dos nódulos de tireoide. O procedimento é realizado com auxílio do ultrassom e consiste na coleta de uma amostra de células do nódulo para análise citológica.

É importante destacar que a PAAF não é indicada para todos os nódulos, mas apenas para aqueles que apresentam critérios de suspeição para malignidade de acordo com o sistema TIRADS.

O material coletado é encaminhado ao médico patologista, que emite um laudo baseado na classificação de Bethesda.

Classificação Bethesda: o que é?

A classificação de Bethesda é a classificação patológica dos nódulos de tireoide, ou seja, baseada na análise das células obtidas na punção.

Ela é dividida da seguinte forma:

  • Bethesda I: Não diagnóstico

  • Bethesda II: Benigno

  • Bethesda III: Indeterminado

  • Bethesda IV: Neoplasia folicular

  • Bethesda V: Suspeito para malignidade

  • Bethesda VI: Maligno

O tratamento cirúrgico está indicado, de forma geral, para os resultados classificados como Bethesda IV, V e VI, sempre considerando a avaliação individualizada do paciente.

A importância da avaliação especializada

A avaliação de um nódulo de tireoide por um cirurgião experiente é essencial para determinar corretamente o risco de câncer e permitir um diagnóstico preciso e precoce.

O acompanhamento adequado evita procedimentos desnecessários e, ao mesmo tempo, garante que os casos que realmente precisam de tratamento sejam conduzidos da forma mais segura possível.

Não perca tempo. Diante de qualquer dúvida ou alteração nos exames, procure um profissional qualificado para cuidar de você.

Se você apresenta sintomas como caroço no pescoço, alteração na voz, dificuldade para engolir, feridas persistentes na boca ou deseja investigar nódulos e doenças da tireoide, procure avaliação especializada. A Dra. Daniela Tâmega é Cirurgiã de Cabeça e Pescoço, com experiência no diagnóstico e tratamento de doenças da tireoide, glândulas salivares, boca, garganta e pele, oferecendo um atendimento técnico, cuidadoso e individualizado.

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Dr. Daniela Tâmega

CIRURGIÃ de CABEÇA E PESCOÇO | CRM 198.648 - RQE 124.562

Médica Cirurgiã de Cabeça e Pescoço

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